Ela foi Lucy, ele Cézar.Parecia absurdo qualquer desamor entre os dois, foram uns quase 3 anos de ternura.Lucy sempre lúcida, ele quase nunca ruim . Que me perdoem se eu insisto nesse tema , mas é de amor que eu volto a falar.Uma história talvez boa, histórias tristes costumam ser.
Voltando ao assunto, eles mal se desgrudavam. O amor daqueles dois já se ramificava em irmandade, em amizade verdadeira.Estudavam juntos, comiam juntos, sonhavam juntos.Lucy o desejava tão bem, que as vezes se esquecia dela mesma.Era um amor tão bonito, desses que a gente olha e sente até prazer.Não eram muito de se beijar.Preferiam uma conversa, um riso, ou até mesmo uma briga feia. Era lindo tudo aquilo !
Ele com seus cabelos pretos, olhos oblíquos, um sorriso até bonito.Ela loira, branca, olhos de ressaca, rosto cansado, de uma beleza calma.Eram o oposto um do outro, ela quase hippie ele um tanto materialista.Um cultivando a alma, outro as roupas de marca.Ela vivia e ele despistava a morte.Assim seguiram um certo caminho.Acho que tudo foi verdadeiro até certo ponto.
Ah, como Lucy gostava dele, até que um dia começou a se ferir. Cézar se mostrou uma agulha, e espetava cada vez mais fundo.Parecia sentir-se bem com a dor que causava nela, com o sangue que escorria.As lágrimas de Lucy não cessavam, escorriam quente , queimando seu pobre rosto.O amor se tornou amargo, todo dia uma pontada. Decepcionada com o amado, Lucy tentou fugir.Tantas vezes em vão, ela corria o mais depressa que podia daquele amor, mas bastava a saudade bater que ela voava aos braços do amante.
Numa noite qualquer, em uma festa qualquer a mascara tentou cair.Lucy não quis enchergar o mostro que a abraçava, preferia pensar que ele a machucava sem querer.Que ele a amava muito.Ela ainda acreditava nas lágrimas daquele homem, nas palavras vazias.A noite passou ...
Outras muitas noites se passaram.Ela correu e voltou várias vezes.Chegou o verão, as viagens.Até que depois de uma viagem dessas mais longas eles se encotraram, era tanta saudade. Mas Lucy percebeu que nada já era igual, ele frio ela gelada.O amor estava virando carne , já não era mais divino. Foi nesse dia que Lucy descobriu o quão monstruoso era seu parceiro.Ele era despresível. O mundo todo parecia cair, foi turbulência de avião.Se esquivou.Foi tanto o susto, foi tamanha a irônia que ela só conseguiu sorrir naquele dia.Foi tanto susto, que ela não caiu na realidade, como quando um parente morre e a gente demora pra acreditar.E só depois de alguns dias que a gente vai doer...
Foi o que aconteceu com a pobre menina.Hoje que tudo cismou em doer, depois de meses.Ele está bem, já arranjou outras enganadas da vida.Lucy se dói inteira no dia de hoje, quem mandou não saber viver só na superfície das coisas.Cézar continua mordendo o coração da coitada, com mordidas cruéis.O sangue escorre na mesma ferida...A alma enganada já se conformou com a dor, espera o tempo curar.Ainda não sabe o que vai pensar desse mundo. É uma fase de transição.
Nesse tempo Lucy está doída. Até arranjou um amor verdadeiro, ou mais verdadeiro.Eu não sei o final dessa história. Mas uma coisa é certa, foi melhor assim, a verdade é sempre melhor.Ela vai dar tempo ao tempo e só voltará a entrar nas minhas histórias quando não haver restos de Cézar.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mais um tombo, e mais uma levantada ! Está pronta pra próxima, apesar de tudo ainda não desacreditou nas pessoas, nem no amor.
Já estourou a cara, o coração, e até mesmo a cabeça. Mas ainda está de pé, o sorriso ainda funciona.E a esperança até germina, mesmo sabendo que quando acender o próximo cigarro não poderá olhar pro lado.Sabe ela quantos cigarros ainda irá acender, mas confia no seu pulmão. Ele aguentará ...
Quantos copos destilados terá de virar .Pois virará todos com o melhor dos gostos, mesmo tendo que colocar tudo pra fora em qualquer privada.Sabe lá quantos sorrisos isso lhe proporcionará, ou quantas lágrimas.O importante é que lhe proporcione algo.
Ela não mais se importa em rasgar retratos, já deixa-os até inteiros.E já não liga para os sinais em sua alma, sabe que por mais que escorra de dor, algum dia tudo se cicatriza. É A LEI DO TEMPO...
E assim ela continua na caminhada, mancando, chorando, gritando.Sabe ela, que em um dia tem 10 sorrisos, no outro pode não ter um... mas que tudo que vai volta.
Já estourou a cara, o coração, e até mesmo a cabeça. Mas ainda está de pé, o sorriso ainda funciona.E a esperança até germina, mesmo sabendo que quando acender o próximo cigarro não poderá olhar pro lado.Sabe ela quantos cigarros ainda irá acender, mas confia no seu pulmão. Ele aguentará ...
Quantos copos destilados terá de virar .Pois virará todos com o melhor dos gostos, mesmo tendo que colocar tudo pra fora em qualquer privada.Sabe lá quantos sorrisos isso lhe proporcionará, ou quantas lágrimas.O importante é que lhe proporcione algo.
Ela não mais se importa em rasgar retratos, já deixa-os até inteiros.E já não liga para os sinais em sua alma, sabe que por mais que escorra de dor, algum dia tudo se cicatriza. É A LEI DO TEMPO...
E assim ela continua na caminhada, mancando, chorando, gritando.Sabe ela, que em um dia tem 10 sorrisos, no outro pode não ter um... mas que tudo que vai volta.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O que restou de um amor ...
Quarta feira de cinzas, e de remorsos.Quanta coisa eu fiz por tanto impulso, qualquer ganido foi bom pretexto.Achei que era amor, no seu sentido doce. Mas não era, era mais um cachorro doido .Quis um coração pra mim,um que já era de alguém.Agora eu fico com a ferida aberta, com a dor sangrando.Os belos sorrisos, os finos traços, não foram meus. Fiquei apenas com as grossas marcas.A quarta de cinzas passa, qualquer dia eu me levanto . Já fiz papel de mulherzinha demais pra mim, irão passar.
" A rua acaba , e meus sonhos vão ..."
" A rua acaba , e meus sonhos vão ..."
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Sutil...
Não sei se são seus olhos, vindos de outros oceanos.Se é seu sorriso, que me arranca suspiros.Seus traços, suas vírgulas, o formato do rosto.Sua voz calma, macia...Seu jeito de brincar.Eu não sei.Só sei que está me arrancando todos esses clichês, e todos esses sorrisos.
Eu me entreguei ao maior pecado, sem qualquer receio.E tive a coragem que nunca me veio.Você me apareceu tão de súbito, mas tão leve ao mesmo tempo.Foi como um balde de água fria morno.Como tempestade sem trovão, foi dor anestesiada.Foi amor, no sentido mais doce e puro que eu já vi...
Vai saber...
Eu me entreguei ao maior pecado, sem qualquer receio.E tive a coragem que nunca me veio.Você me apareceu tão de súbito, mas tão leve ao mesmo tempo.Foi como um balde de água fria morno.Como tempestade sem trovão, foi dor anestesiada.Foi amor, no sentido mais doce e puro que eu já vi...
Vai saber...
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