domingo, 14 de agosto de 2016

O senhor não é o melhor exemplo de pai, nem mesmo o mais presente. Te vi errar e repetir seus erros, te vi chorar por eles. Nunca te tive como meu super herói, nem como meu ponto de apoio. Mas eu sei que você sempre esteve lá, pronto para me socorrer mesmo que eu não pedisse ajuda. Eu sei que você sempre torceu por mim, e com a velha frase "cuidado, viu filha?" eu sempre soube que se preocupava.

Sei também que morre de orgulho do que eu me tornei, e que sente muito em não ter me acompanhado tanto. Eu sei que você nunca irá ler isso, mas eu só estou escrevendo para explicitar para mim mesma que eu te amo e sou muito feliz em ter você na vida.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Hoje eu vim aqui dizer que eu estou feliz.
Hoje parece que eu finalmente me despi daquelas dores e deixei alguém me encantar novamente. Sinto a insegurança, um medo bom. Uma tranquilidade que me tira o fôlego. Encontrei alguém que me fez sentir um pouco de admiração, e mesmo que este sentimento dure pouco como os outros já é alguma coisa. Hoje eu quis contar para meus amigos sobre os olhos dele, sobre o jeito como me trata com um zelo e um carinho, sobre meus anseios... Foi tanta a vontade que tive que registrar aqui.

E hoje me veio aquela musiquinha velha que eu cantei a uns anos atrás...

" ... Por ele eu passava o dia inteiro, a meditar...
bebendo chá verde ele diz: fica feliz que vai funcionar.
Mas eu tô feliz..."

Ah, eu só quero amor... seja como for,  o amor. Seja bom, seja bom, seja bom... seja amor...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quase um ano

A vida seguiu, de fato. É verdade que o tempo passou, que a menina que sempre gritava aprendeu a ser calada, que os ventos sopraram, as águas rolaram, e mais aquele clichê todo. Conheci outros homens, uns apaixonantes e outros apaixonados. Fiz amigos, colegas, alunos, conhecidos... Depois que te deixei confesso que no começo a dor foi escondida pelos remédios que andei tomando, quando parei elas apareceram mas foram diminuindo de pouquinho em pouquinho e hoje aparece de vez em quando, em dias como hoje talvez.

Mas esse fiasco de lembranças suas ainda existem aqui dentro apesar de pequeno ainda é forte. Vez  ou outra seu nome ainda sai da minha boca, seja pra reclamar do que eu passei ou pra lembrar alguma coisa engraçada. Vez ou outra dá vontade de escrever aqui e fingir que você vai ler porque isso também acontece com você (eu sei que não). 

Eu só queria pedir para que quem ouvisse essas palavras  me trouxesse um amor novo, uma pessoa que apagasse os resquícios do que ficou. Queria um daqueles sorrisos que me inundassem a alma, queria tomar flechada de algum olhar que me furasse o peito como o dele fazia. As vezes a gente tem que admitir que perdeu e que precisa de alguma coisa pra levantar, sacudir e encher a vida de alegria de novo. Aos 22 sei que aquela maluca que existia dentro de mim está indo embora depressa, e que talvez sem ela eu não consiga mais ter a coragem de amar de novo. Eu estou fazendo algo pra isso não acontecer, eu juro, já me propus até a começar de novo. Vou mudar de vida em alguns meses pra ver se meu passado começa realmente a se transformar em passado. E se, por sorte, eu conseguir substituir e amar de novo, eu quero fazer do jeito certo, eu
Existem dias secos e existem dias molhados,  que são aqueles nos quais  a gente se vê chorando e parece que na vida inteira você só precisa que alguém(pode ser um estranho) te pegue no colo, te leve pra tomar sorvete e  te faça rir fazendo seus soluços se confundirem com seus lábios se abrindo. 
Existem dias que a gente nota o quanto a gente se perdeu por aí, que a gente se dá conta que as pessoas são espinhos que cortam e dilaceram e também que sopram. Nessas horas também eu me dou conta  conta de escrever é bom demais, e logo aqui no meu blog esquecido. E que sim, escrever não vai te levar pra tomar sorvete, mas vai desentupir  parte do que está entalado, mesmo que você no final não saia nada com sentido.
De repente tu quer se ver frente a frente a e conversar, assim como quem questiona um preso naquelas séries americanas. Queria poder me questionar tanta coisa, se eu sou uma alma boa ou se eu não passo de um espírito decaído tentando me passar pra trás. Se todos os meus defeitos e perfeições não são na verdade um teatro, que eu me prego pra viver. 
Ás vezes falta coerência nos meus textos, mas também mais que isso, as vezes me falta a paz, me falta a luz, me falta expectativa, e eu tenho vontade de abrir esse paletó que me prende e me dissolver. Me colocar em posição fetal e chorar até a cabeça doer, porque sim isso resolve. E isso tudo aí molha o dia da gente, faz a gente querer sorvete e amigo. Faz a gente querer voltar no tempo e ver de novo o mundo diferente. 

domingo, 21 de junho de 2015

Mais uma vez

E mais uma vez eu tentei te falar. Gritar no seu ouvido todo ódio contido que eu tenho de ter te conhecido um dia. E mais uma vez lágrimas insistiram em cair do meu rosto no final da festa. Lágrimas talvez de desespero, de não saber mais o que fazer pra te arrancar do peito, de não conseguir comprar uma borracha que te apague, que apague os riscos que você fez em mim. 
Mais uma vez escutei histórias suas, aquelas que tanto me machucam e que me fazem sentir a pessoa mais idiota do planeta por ter te amado tanto.

So que mais uma vez eu não consegui falar o que eu queria. Mais uma noite eu fui dormir no colo de uma amiga. Desolada, triste, arrebentada.