quarta-feira, 6 de abril de 2016

Existem dias secos e existem dias molhados,  que são aqueles nos quais  a gente se vê chorando e parece que na vida inteira você só precisa que alguém(pode ser um estranho) te pegue no colo, te leve pra tomar sorvete e  te faça rir fazendo seus soluços se confundirem com seus lábios se abrindo. 
Existem dias que a gente nota o quanto a gente se perdeu por aí, que a gente se dá conta que as pessoas são espinhos que cortam e dilaceram e também que sopram. Nessas horas também eu me dou conta  conta de escrever é bom demais, e logo aqui no meu blog esquecido. E que sim, escrever não vai te levar pra tomar sorvete, mas vai desentupir  parte do que está entalado, mesmo que você no final não saia nada com sentido.
De repente tu quer se ver frente a frente a e conversar, assim como quem questiona um preso naquelas séries americanas. Queria poder me questionar tanta coisa, se eu sou uma alma boa ou se eu não passo de um espírito decaído tentando me passar pra trás. Se todos os meus defeitos e perfeições não são na verdade um teatro, que eu me prego pra viver. 
Ás vezes falta coerência nos meus textos, mas também mais que isso, as vezes me falta a paz, me falta a luz, me falta expectativa, e eu tenho vontade de abrir esse paletó que me prende e me dissolver. Me colocar em posição fetal e chorar até a cabeça doer, porque sim isso resolve. E isso tudo aí molha o dia da gente, faz a gente querer sorvete e amigo. Faz a gente querer voltar no tempo e ver de novo o mundo diferente. 

domingo, 21 de junho de 2015

Mais uma vez

E mais uma vez eu tentei te falar. Gritar no seu ouvido todo ódio contido que eu tenho de ter te conhecido um dia. E mais uma vez lágrimas insistiram em cair do meu rosto no final da festa. Lágrimas talvez de desespero, de não saber mais o que fazer pra te arrancar do peito, de não conseguir comprar uma borracha que te apague, que apague os riscos que você fez em mim. 
Mais uma vez escutei histórias suas, aquelas que tanto me machucam e que me fazem sentir a pessoa mais idiota do planeta por ter te amado tanto.

So que mais uma vez eu não consegui falar o que eu queria. Mais uma noite eu fui dormir no colo de uma amiga. Desolada, triste, arrebentada.

terça-feira, 12 de maio de 2015

O verbo esquecer

Li hoje que esquecer não é nada mais que conseguir  lembrar sem dor...

A vida continuou, mais leve, com mais sorrisos, de fato. Mas as marcas que você deixou eu ainda não consegui apagar. Esqueço na maior parte do tempo, mas vez ou outra me pego triste, vazia. E é um vazio que ninguém preenche...não, não sinto sua falta, sinto falta de confiar nas pessoas, de me apaixonar, de esperar alguma coisa de alguém outra vez.

Tento ser paciente e acreditar que logo tudo vai voltar ao normal, que alguém vai encher meus olhos de brilho outra vez. Mas meus olhos não conseguem esquecer o que eles viram. Minha alma ainda não conseguiu superar aquelas decepções. Por isso madrugada ou outra costumo chorar e pedir aos céus pra me trazer de volta, pra um dia eu voltar a acreditar em amor e em príncipe encantado. Mas cinco meses já se passaram e eu continuo assim, achando a humanidade com cara de sapo. Amarga, sozinha, bem do jeito que tu disse que eu ficaria... :(

domingo, 13 de julho de 2014

As pessoas mais interessantes que eu conheço são aquelas que fugiram do padrão e resolveram levar uma vida "solitária". Solitária eu digo no sentido de não ter nenhum relacionamento sério e nem muitos laços amorosos. Pessoas interessantes, e se elas não disfarçam muito bem, posso dizer que se tratam de pessoas felizes. Onde quero chegar escrevendo isso? Bem, quero chegar a alguma conclusão sobre relacionamentos, ou sobre os meus relacionamentos.

Eu sozinha sou uma pessoa ótima. Sei conversar, filosofar, sei seduzir, ser engraçada, gentil, enfim. Mas se eu gosto de alguém eu não sei ser legal com a pessoa, nem comigo mesma. De repente eu me vejo uma menina de 15 anos, uma ridícula, uma coisa que eu não queria ser. Sim, quando eu namoro eu sempre sou a namorada chata, enganada, trocada, ridícula. Hoje mais uma vez tive uma discussão horrível por uma coisa besta e o pior: por um relacionamento já falido, que não tem mais volta. Quando eu olho de fora, eu sei tudo que eu tenho que fazer: deixar pra lá, para de mendigar, sumir. Levantar o nariz, e voltar ser uma pessoa interessante e agradável.  Mas quando eu entro eu quero uma resposta, eu quero confronto, eu me doo de lembrar da traição e dos nãos. E de repente a menina mimada e otária volta, mesmo achanado aquilo tudo ridículo....

 E no fundo eu acho que eu só poderia ser alguém interessante se morasse com alguns cachorros e alguns livros....

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Saudade é uma palavra caprichada, dessas que desanimam a gente.  Sentir falta é uma coisa que faz cosquinha, sentir saudade é coisa que arranca pedaço. A falta é quando você não vê uma pessoa alguns dias e sente falta dela de algma forma, saudade é quando você está longe a muito tempo e a falta já deixou de incomodar, o que incomoda é a presença da ausência. Sentir falta é até gostoso, principalmente quando a gente sabe que o reencontro está por vir. Sentir saudade é algo que arranha, que engole... Saudade é querer se teletransportar a qualquer custo, é deixar de estar presente onde deveria estar, é encher o olho de lágrima sentado num banco de ônibus só de lembrar como seria bom voltar. É saber que você não pode fazer nada, absolutamente nada pra tirar ela de você.

Saudade justamente por ser mais caprichada, tem seus níveis. Existe a saudade de 1 mês, que é aquela saudade nervosa que grita, tem o nível 6 meses, que é a saudade que dói mas já não grita tanto. Tem a saudade de um ano, que aperta. A de dois anos sufoca. A de três que se cala, na de 4 eu já não sei explicar... 

Existem também vários tipos...Tem a saudade de algo que não vai voltar, que pra mim  é mais leve, já  essa saudade é aceita aos poucos. Como é o caso da saudade de parentes mortos, de amores acabados, de amizades que se foram, a saudade de tudo aquilo que você se conformou que perdeu pra sempre.  Mas tem a saudade de estar longe, que é tão má que quando cisma de bater coloca qualquer um doente. 

Bem, consegui passar por algumas dessas saudades. E ultimamente tenho vivido delas... Elas tem me apertado tanto, tem me molhado os olhos constantemente. Eu sinto falta da cama, da comida, das pessoas. Mas a saudade é aquela fincadinha que dá, e saber que saudade não mata  e nem morre me desespera. Não queria ter que conviver com ela :(

Passa bem rapidinho, tempinho, vai...